A minha estupefação face à realidade que se aproxima, não está apenas centrada no facto de continuar single, é mais chic assim. Sempre admirei pessoas que conseguiam deixar o seu cunho no mundo, muitas delas na minha idade já o tinham feito ou estavam a caminho.
Neste momento, tenho sonhos guardados na gaveta (lembro-me do anúncio a um uísque escocês cuja a missiva é não deixar de viver, sim o rapazito que lá aparece tem algo assim de bom, deve ser o sotaque), como ia dizendo, colocamos alguns sonhos na gaveta à espera da melhor oportunidade que, por vezes, está à nossa frente, mas o medo não nos deixa ir mais além.
No fundo, sei que deixei alguns sonhos da gaveta, os mesmos tem vontade de sair, de vez em quando gritam por mim, e eu finjo não escutá-los ou arranjo desculpas, e eles acham que eu sou uma cretina medrosa.
É mais forte do que eu, não consigo ser diferente, e segundo a Mel, a culpa é de Saturno que atravessou o meu mapa astral, logo, na hora que eu dizia olá ao mundo. Deve ser por isso, que sempre achei mais piada a Júpiter.
Enfim, tudo isto para dizer que mesmo que o tempo nos dê outras oportunidades, as velhas escolhas são as que definem o nosso papel no pequeno mundo, seja ele qual for.
Gosto de pensar que um dia os meus sonhos de criança serão verdades, não tenho uma check list, não me apetece fazer uma, prefiro ir ao sabor do vento é mais agradável.